domingo, 14 de setembro de 2014

Tempo para “matar”.

Ontem tinha duas horas para “matar” e o que imaginei eu fazer, centro comercial? Não, fora de questão, cinema? Também não, exposição, museu, ou qualquer coisa de graça que eu pudesse ver com interesse, só se fossem os barcos a passar no Tejo… enfim vou fazer aquilo que sempre fiz, que tantas vezes fiz, que chumbei por faltas na escola por o fazer, vou andar de autocarro pela cidade do meu coração sem destino, conheço Lisboa de trás para a frente ou pelo menos os sítios que mais gosto, quando andava na escola o objectivo era sair para conhecer a cidade o novo (para mim) andar por ruas sem qualquer objectivo, observar tudo e todos, as calçadas, as pessoas nossas, as pessoas emprestadas, os cheiros, os eléctricos, as lojas novas, as lojas tradicionais, a Feira da Ladra, os miradouros, os miradouros sempre me deixam de bom humor, são a minha limonada pela manhã, o passeio a beira mar ir tão longe o quanto as pernas permitirem, afinal quem “anda” por gosto. Não, não era desculpa para fugir ás aulas, de maneira nenhuma, lógico que se fosse hoje teria contemplado bem as minhas decisões/opções, era paixão, paixão mesmo, que hoje é amor, mas que na altura pensava eu que eram só “borboletas na barriga”, sim sempre fui perdida de amores pela minha cidade, e sempre que penso que odeio este País e que devia ir para um outro, diferente, para além das saudades que iria sentir da minha mãe, a dor maior seria deixar a minha cidade, penso que se for embora de vez, teria que levar fotos de todas as ruas de todos os miradouros de todos os centímetros da minha cidade, claro que não vou conseguir levar nem uma quinta parte, não vou conseguir levar os cheiros, o rio, o frio/calor o amor/ódio que tenho por esta gente, guardo tudo na cabeça e espero nunca esquecer. Perdi-me no sentido que queria levar, voltando ao inicio, apanhei de facto um autocarro autocarro este que já não é igual que foi carimbado com um prefixo “7”, como todos os outros, cujo percurso mudou e não faz sentido, para mim, apesar de fazer todo o sentido, vagueia quase vazio na terra que já não é de ninguém, certo que é sábado, certo também que nunca foi muito concorrido, hoje com todas as comodidades que trazem esta nova geração de autocarros, fazia-se parecer como o passar do novo e dinâmico pelo passado ultrapassado, enfim não vi nada de novo, ao contrario do que acontecia antigamente, tudo o que vi era velho mas com lavagem nova, inclusive a minha antiga escola hoje parece um projecto futurista , branco, estéril. Podemos viver no passado, o que pode ser muito infeliz, podemos olhar para o passado com carinho, é o que eu tento fazer, podemos até olhar para o passado com raiva, com ódio, por não saber, por não adivinhar o que está a olhos vistos, por não poder voltar atrás e reescrever tudo, mas o presente não pára, não espera por que ninguém caía na real, não dá tempo para nos conformarmos. Conclusão minha, o passado pode até ser um ponto de referência, mas nunca deverá ser um destino. Vespa@venenosa

sábado, 13 de setembro de 2014

Shameless UK (Intro only)


Robyn with Kleerup - With Every Heartbeat


“It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us, we were all going direct to Heaven, we were all going direct the other way (…)
in A Tale of Two Cities. Charles Dickens.


Foram os melhores tempos sem dúvida,


é uma realidade que só hoje poderá ser dita, foi o melhor de todos os lugares, talvez não, mas nem que seja só para mim, e para mais ninguém.


Não tinha nada de especial, uma rua pequena com gente pequena num espaço tão grande sem qualquer ponto de referência a não ser a indústria, sem nada belo a não ser as fábricas do passado, uma linha de comboio, um vazio oriental e uma vista para o rio como tantas em Lisboa, mas como esta era especial, esta era a minha vista, a vista onde eu imaginava o amanhã, como um portal para outro plano, para outra dimensão, olhar desta margem para a outra era algo transcendental. “The lights shine brighter on the other side”, - odeio Anglicismos e neste caso não havia necessidade, mas eu gosto mais assim…


As pessoas, ninguém em especial, mas sim o conjunto faziam o cenário certo, neste lugar incerto. Tenho até presente o som de fundo na minha cabeça, lógico, qualquer coisa como Pink Floyd ou qualquer coisa completamente diferente como The Cure. Havia um “que” de surreal sempre o associei aos comboios a passar, sempre imaginei que fossem para lugares distantes, mágicos, melhores. No entanto hoje, depois de tantos anos, depois de tantas pessoas, de tantos lugares, lugares estes, avaliados por terceiros (sempre), como os “quem sabe” melhores lugares do mundo.


Esta foi sempre a minha casa, é a minha casa, será sempre a minha casa.


A minha intenção ao escrever este pequeno texto seria para que quem o lesse, o conseguisse visualizar como se de um filme se tratasse, imagino que será a maior angústia de qualquer pessoa que escreva seja o que for…


A pátria é como a mãe, de quem o filho não pode falar como se tratasse de outra mulher.
-- Carlo Cattaneo

David Gray - "This Year's Love" official video


Damien Rice - 9 Crimes - Official Video


Florence and The Machine-Seven Devils GOOD QUALITY


Florence + The Machine - Never Let Me Go


Placebo - Black-Eyed HD (Official)


The National - "I Need My Girl"


domingo, 7 de setembro de 2014


PLACEBO

"BLACK EYED"


I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline and schizo
And guaranteed to cause a fuss

I was never loyal
Except to my own pleasure zone
I'm forever black eyed
A product of a broken home

I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline bipolar
Forever biting on your nuts

I was never grateful
That's why I spend my days alone
I'm forever black eyed
A product of a broken home, broken home

Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed

I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline and schizo
And guaranteed to cause a fuss

I was never loyal
Except to my own pleasure zone
I'm forever black eyed
A product of a broken home, broken home

Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed

Black eyed, broken home
Black eyed, broken home
Black eyed, broken home
Black eyed, broken home
Black eyed

Adoro esta, alias como quase todas,

veem cá,

se calhar vou ver..

Obs:

Adoro quando isto é traduzido para português, mas do Brasil, é brilhante!!!

mas ao contrario.

Apresentações á parte...

Uma pequena apresentação, não digo nada de específico, sobre nada, gosto de músicas e sitios, escrevo palavras que maioritáriamente só me interessam a mim, tento acompanhar as imagens da minha memória com essas palavras, que nem sempre são as mais polidas mas que todas as vezes são verdadeiras. Não sou ninguém, sou apenas a minha voz, ou melhor, mais um diário publico... Posso não fazer sentido muitas vezes, mas não vou pedir desculpas por isso... ;O