sábado, 27 de junho de 2015

Dia após dia...

Começa o dia, passo a mão pelo meu cão imaginário, imagino que ele responde, que seria algo fora de serie, tomo um café, ou dois, um cigarro, ou dois, nunca me apetece falar de manhã, muito raramente à tarde, deixo as palavras todas para a noite. Vou de carro até um outro transporte qualquer, sendo que moro no meio do nada, e não me importo mesmo nada. Não gosto de andar de carro com praticamente ninguém, à excepção, de uma ou duas pessoas, não se trata de nenhum recalcamento da minha parte, até porque todos os acidentes em que me envolvi, fui eu que os provoquei, simplesmente porque devo, quase de certeza, ter um défice de concentração.
Chego ao trabalho, nada me interessa, nenhuma conversa interessa, não tenho amigos de trabalho, nunca tive, nunca os fiz, e raramente os faço fora do trabalho, as conversas são más, baseadas essencialmente na vida alheia, ou no falar mal gratuito, eu falo muito mal, não sobre ninguém mas porque sou mesmo muito mal-educada, até para evitar que falem mal comigo sobre o falar mal geral.
O dia passa rápido não fede nem cheira…assim que chego a casa, vou ao jardim passear o cigarro e finjo que tenho um cão. (Observação: Não tenho animais, não porque não goste deles, simplesmente não tenho responsabilidade para isso). Janto na varanda para olhar para o jardim, está bem cuidadinho o jardim, tem umas árvores com uns “amarelos” que são tóxicos, para os alérgicos, mas que são lindas de se ver, está na minha lista de coisas para fazer pinta-las com umas aguarelas espetaculosas que o dinheiro tornou possível, uma, senão a única vantagem de trabalhar.
Vejo a minha novela, que ultimamente tem sido o E.R, até porque não gosto de novelas, e vejo as noticias, com muitos canais á escolha, gosto da RTP1, é a que vejo sempre. Fumo mais dois ou três cigarros, altura em que o meu marido já está a morrer de sono, eu ainda me aguentava mais algumas horas mas como sou solidária, vou dormir cedo, para me erguer cedo novamente. Aah, quando estou carregada de dinheiro, ou seja, os primeiros três dias do mês vou comer pipocas ao centro comercial.

Como podem atestar a minha vida é frugal, assim como eu.