sábado, 20 de dezembro de 2014

Exitmusic - "The Cold" (Official Audio)


Prisão em si...


Foi o meu aniversário á uns dias atrás, não foi mais nem menos que os outros dias passou suavemente ao contrário da vida, a vida não me tem tratado bem na última década, por essa razão decidi que este seria o ultimo aniversário que iria comemorar, vou continuar a tê-los, como é lógico, só não os vou comemorar. Posso afirmar que os últimos cinco anos caíram-me em cima como uma bomba, não me reconheço, parte da minha pessoa diluiu-se, tenho tentado acompanhar o que se passa mas… chego sempre atrasada. Ainda ando á procura do que ainda não encontrei (como a música) e que se calhar nunca vou encontrar, disparo para todo o lado mas não acerto. Lembro-me do dia de aniversário, dos meus dezoito anos, passei-os num bar, estava azeda, como aliás é a minha imagem de marca, e pensei para mim, a minha vida acabou oficialmente, isto é o fim de tudo, que é que eu vou fazer agora…e note-se nesta altura namorava com um sociopata que troquei muito rapidamente por um psicopata sádico e mesmo assim não me diverti, como o suposto, quando se lida com gente desta natureza. Quebrei muito de mim para chegar á pessoa que sou hoje, a melancolia é viciante, estou satisfeita comigo mas revoltada com a estrada que tive de percorrer para chegar aqui. Nas minhas “visões” do futuro sei que vou chegar onde quero, porque sou determinada ao extremo, o problema é quando lá chegar…

Ode á Maria...

A minha amiga Maria, não é como a minha barriga que ás vezes doí, a minha amiga Maria é unica e importante, e é de certeza a melhor pessoa que conheço, é bem melhor que eu porque eu tenho muitas falhas, no meu comportamento em sociedade, a Maria é de longe mais amena do que eu, eu gostava de ser assim, neutra, mas não consigo. A Maria não é como as outras pessoas não cobra, não exige não se impõe, simplesmente existe como uma paisagem para se apreciar. Tudo o que a Maria diz é certo e mesmo quando quero que me diga o que eu quero ouvir... NÃO, ela vai sempre dizer o que no fundo eu sei, na minha consciência que está certo. Acho que é isso mesmo a Maria é a consciência, gostava que a Maria tivesse a certeza como eu tenho que ela é indespensável, eu digo-lhe muitas vezes, pode ser que um dia destes pegue.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Que porra de perfume é esse??????

Que porra de perfume é esse?????? “Quem é que lhe deu o direito de me agredir com esse perfume, ÓÓÓ minha senhora/senhor, são 05:00 !!! Tenha vergonha no nariz”. Existem perfumes só para estragar a vida dos outros, não trazem nada de bom não nos elevam a campos verdejantes nem tão pouco a paisagens oceânicas nem sequer a florestas míticas, só posso presumir que os seres humanos que os usam, devem ter problemas de olfacto, ou pensam que lá porque o dito perfume, até foi caro, logo automaticamente devo espetá-lo na cara dos outros, sendo os outros, as pessoas em nada tolerantes mas no entanto extremamente pacíficas como eu. Eu fumo, sempre fumei, recentemente fumo cigarros electrónicos, que não fedem nem cheiram, no entanto em todo o tempo em que fumei, nunca agredi ninguém com o meu fumo! Nunca fumei em restaurantes Centros Comerciais até na rua tento não incomodar ninguém (Porque mesmo que eu não queira saber dos outros para nada ainda tem direito ao ar que respiram, quis acrescentar isto porque era importante que fosse dito). Mesmo quando era possível fumar em tudo o que era espaço publico, aliás ainda me lembro de se "poder" fumar em transportes públicos, autocarros, etc, e nunca por razão alguma achei que estava no direito de incomodar os outros, só porque posso. Talvez os cigarros electrónicos me deixem mais susceptível, aos cheiros, ou melhor, de algum tempo para cá tenho o “faro”, muito mais apurado, e daí andar tão mesquinhosa, mas a realidade é que eu tenho direito ao meu espaço! Meu, pessoal, não sujeito a cheiros alheios. “Dasse” ainda agora neste preciso momento saiu daqui uma gaja, sim uma gaja! Com mais um perfume nojento, isto no mínimo é o universo a conspirar contra mim. E mais, chega o Natal (mais conhecido pela época do “vamos estourar todos os cartões e comprar tudo aquilo e mais alguma coisa”) que é a altura dos “conjuntos de Natal” que são conjuntos onde um perfume badalhoco não basta ao que se deve-se juntar um gel de banho, sabonete ou loção corporal, ou um creminho para as mãos! Que serve para quando não se coloca o supracitado perfume, ter sempre a opção de destruir as minhas manhãs em mais quatro vertentes. Para concluir, vou-me encontrar com a minha mãe, que (pensei eu) era um lugar seguro, quando ela entra e fecha a porta do carro começo a sentir um cheiro, pensei que um gato tinha morrido agarrado ao motor do carro, pergunto á própria da minha mãe que responde com um ar descarado, “ahh, é o Angel!” - “O Quem ???” – “O perfume….”” - Ó mãe …. Ninguém merece….”. Lista de perfumes que não devem ser utilizados sob nenhuma circunstância (inclusive no wc para disfarçar) -Angel -Channel nº5 (e possivelmente outros números também) -Poison -Samsara -Paris -XS - E noventa por cento dos perfumes do Boticário sejam de homem ou mulher. Homens: o Le Male, nunca foi bom, já esteve na moda, mas nunca deveria ter estado. STOP THAT! Obs.: estes são só alguns, mais tarde voltaremos a falar sobre este assunto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nada para dizer

Não tenho nada para dizer hoje, nos outros dias também não, mas hoje tinha de cá vir para dizer que está de chuva, um bicho mordeu-me, a arvore de Natal aqui no meu "escritório" é azul, a lá de casa também, o Saldanha está um nojo, do tipo não se aproveita nada fico em choque com as construções que são permitidas nesta área, e gostava também de dizer ao Sr. António Costa, que antes de arranjar a casa para as visitas deveria arranjar a casa para a família. Lisboa não é só Avenida da Liberdade e Chiado, já agora não se esqueça de colocar uns banquinhos em betão ali na zona do antigo Grandela e afins no caso de alguém se sentir um pouco cansado. ahhhhhhhhhhhh!!!!!!Odeio no que esta cidade se está a transformar, pedantismo??? existe?? então é isso mesmo.

sábado, 8 de novembro de 2014

London Grammar - Strong (Official Video)


Maluquiçes

Atraio pessoas malucas, toda a vida atraí pessoas malucas, e sendo que existem vários tipos de pessoas malucas eu atraio todos os tipos, sim eu sou democrática dessa maneira, no entanto no dia de hoje vou referir-me exclusivamente aos malucos com experiencia, os malucos com carteira profissional, aqueles malucos que por vezes são confundidos com génios, mas que ficaram malucos vai-se lá saber por que razão: “É pá o gajo ficou maluco, porque se fartou de estudar, o gajo era inteligente, mas um dia deu-lhe um clic, acho que bateu com os “cornos” e começou a ver Deus… -Este é o meu tipo de maluco preferido. ”É pá o gajo sempre foi maluco já teve no hospital dos malucos, acho que matou alguém e tudo… ” -Este tipo nem por isso, não tem graça alguma. “É pá o gajo já nasceu maluco, sempre foi malucos, é natural os pais também eram.” – A este tipo de malucos não há nada a acrescentar pois já está determinado pelos médicos do café/rua/bairro, que é genético. “O gajo era muita porreiro! Amigo dos seus amigos da família, mas sempre um pouco diferente dos outros, é pá o gajo era tão bom tão bom que devia ter ido pa padre, um dia conheceu uma gaja era lá da rua e tinha a mania que era anti-social, andaram uns tempos mas a gaja, não gostava nem dos amigos dele nem da família dele e vice-versa, um dia a gaja telefonou-lhe ele não queria atender, porque lá está, era maluquinho, ela passou-se e meteu-lhe um par de cornos, com o filho do patrão. O gajo que já estava meio maluco, foi á porta da gaja fez um escândalo que nem uma mulherzinha, trazia uma faca na mão e matou-a. A gaja má como as cobras, antes de morrer disse, só tenho pena de não ter feito mais mal…” - Sou condescendente com estes malucos, porque são malucos românticos, e como me vejo a fazer exactamente a mesma coisa, vou desculpar. Terão sido as “vicissitudes” da vida, penso que não, malucos somos todos uns mais funcionais que outros, não há cura para a maluquice, no entanto existe muita gente a enriquecer á pala da maluquice alheia, os malucos espertos, psicos, médiuns, mestres e professores da arte negra, haha, esta é demais, “a arte negra”. Um dia fui á bruxa e ela disse-me- você é muito boa pessoa mas, com má sorte, a mãe do seu ex, fez-lhe mal, eu fiz algumas contas de cabeça e disse-lhe- diga-me o nome da gaja para eu a matar, ela não disse, e eu guardei os meus instintos para outra ocasião, isto tudo claro, depois de cartas desenhos visões e uma chamada para o além. Isto á conclusão do quê, eu atraio pessoas malucas, é natural it takes one to know one , tá bonito e bem explicadinho. Já conheci todos os tipos de malucos acima mencionados e mais outros quinhentos. Gostaria no entanto de referir todos os malucos profissionais os que encontramos no meio da rua a gritar –“joiyfuyrtxmrytryvtujkh”, os que nos agarram um braço e nos dizem Deus anda aqui, eu perguntei – aonde? O maluco respondeu ali, no café…, os que atravessam a cidade de apito na boca e aqueles que nos apanham sozinhos e nos dizem –“ tás aqui sozinha, corto-te o pescoço”, o que fazer?!? Eu ia morrendo a rir…

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

London Grammar - Wasting My Young Years (Official Video)


Memória selectiva.

Não me lembro das coisas, o meu sogro tem Alzheimer e lembra-se de muito mais coisas que eu, não sei se escolhi, me esquecer, a verdade é que agora mesmo que queira… não me lembro. Lembro de poucas coisas quando era pequena, lembro-me da minha ama do meu avô, da primária só me lembro de um livro lido pela professora, e de desenhar muito, do 1º ano lembro-me de uma crise de nervos, que me levou o cabelo, lembro-me de faltar muito às aulas porque tinha de andar a passear pela cidade e continuar a desenhar, lembro-me de ter sido atacada na escola o que hoje teria sido chamado de bullying, na altura, não era nada, lembro-me do meu primeiro namorado o Nuno, e depois tenho um vazio de muito tempo lembro-me do meu pai intermitentemente. Lembro-me muito mais de sítios, músicas e cheiros, do que situações da vida, boas e más, pessoas… A minha mãe pergunta-me encontrei pessoa x, lembras-te?? Não...a sério que não. Li isto num blog sobre memória selectiva. (…) Mas afinal, o que vem a ser MEMÓRIA SELETIVA? É uma expressão forjada por psicólogos e incorporada ao vocabulário leigo, para definir/resumir o mecanismo mental, que nos protege de lembranças inconvenientes. No “popular”, seria quando se diz/pensa: “não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe”. Não vou chegar ao absurdo e dizer que esta espécie de bloqueio (outra palavra de lavra dos doutores da mente) vem – necessariamente; de propósito ou que seja fruto de uma profunda meditação. Na verdade, na grande maioria das vezes esta amnésia parcial surge espontaneamente, e quanto mais impulsiva ou irrefletida é a pessoa, mais frequente e involuntariamente se aciona o “esquecimento”, quase como uma segunda natureza subjetiva. Cabe ressaltar, que se por um lado a memória seletiva pode – de forma provisória; proteger-nos de um sofrimento interno moral, o que nossas avós chamavam de “dor na consciência”, por outro lado nos torna alvo fácil (externo) de sermos adjetivados como: mentirosos, desonestos, traidores e outras coisas impublicáveis.(…) In, http://www.iveniohermes.com/memoria-seletiva/

O falar, o escrever e os outros

Falo melhor do que aquilo que escrevo, e isto não é nenhuma justificação de nada, é apenas a realidade, não sei porque escrevo então, será só para mim, uma espécie de diário/semanário/anuário, público mas só de interesse particular, não consigo acompanhar o que penso, penso muito, sobre muitas coisas, especialmente á noite, durante o dia também, o meu trabalho permite, como não faço o que quero, não ligo ao que faço, faço o que me apetece, mas em part-time. Gosto de ter o dia todo para estudar, e a noite para pensar, é o meu tempo, se tivesse que pensar em coisas obrigatoriamente só porque o trabalho me o exigisse ficaria… muito chateada. Quero saber tudo, e tudo ao mesmo tempo, até ficar em transe com tanta informação. Tive em determinada altura um trabalho que em que andava de pijama, mp3 directo, a introduzir dados, nunca fui tão feliz na minha vida, puderam pensar, “que pessoa tão limitada, você!”, pois é verdade sim senhora! Nunca “eu” ambicionei outra coisa, para além disso, poder andar o dia todo de chinelos na minha própria cabeça. A minha cabeça só é interessante, para mim, possivelmente para os outros não, é muito usual ouvir dizer por parte de “toda a gente”, “eu não me importo com as opiniões dos outros”, eu acho muito bem, mas no entanto, não é verdade, claro que toda a gente se preocupa com os que os outros pensam, que é a mesma coisa que afirmar “ahh, eu passo bem sem ninguém / eu não preciso de ninguém para nada ” sinceramente, se não me importasse com a opinião dos outros já tinha morto dois ou três. Faz sentido? -É lógico que não!

possívelmente

Gosto da palavra possívelmente, porque? porque torna tudo possível, o QUÊ??? Não sei...

domingo, 26 de outubro de 2014

Eternamente errada.

Sempre tive a mania, do que? não sei. sempre achei que não presisava de ninguem, enganei-me. sempre fui arrongante dessa maneira, afastei tudo de bom e algumas coisas más tambem, familia, amizades, tudo o que pensava eu, não me fazia falta. Deixei a escola foi decisão minha exclusiva, porque, mais uma vez, eu já sabia tudo, não falo com ninguem, e não deixo que ninguém me fale a mim. Sou de uma intolerância que roça a ignorância, a burriçe. Acho que as pessoas que não são de ferro como eu, que não suportam os grandes males e males menores, não "andamento" para nada na vida, e não consigo entender a sensibilidade, como uma virtude. Digo asneiras muitas (é visível esse facto ao ler estas palavras), acho que sempre as irei dizer. Sempre achei que a frontalidade e coerência eram o expoente máximo das qualidades . Trato com indiferencia o meu pai e por vezes a minha mãe (não os culpo pela minha estupidez, como é lógico). Acho as pessoas ridiculas de um modo geral, e aquelas que se enalteçem sem motivos aparentes, em particular. Vou tentar mudar?? pois... difícilmente, eu sei que estou completamente fora, mas vou-me prender ao facto de sempre me ter conhecido assim. Agora falando a sério, dentro do possível, errei, errei muito com muita gente, mas principalmente comigo. Se voltasse no tempo faria tudo diferente? Não, só não tinha deixado a escola, não por achar que teria feito diferença, mas porque perdi essa parte da vida, quando completei o 12º ano, á noite, até hoje tenho esses anos como os melhores anos da minha vida, se tivesse caido na real na altura certa... mas eu nunca fui muito "esperta". Gosto de estudar genuinamente ao ponto de querer saber tudo ao mesmo tempo, e de me perder no meio de tanta informação, consumo tudo e mais alguma coisa. Este foi o meu arrependimento mór, o resto "It´s a work in progress". (odeio angliçismos, não sei se já tinha dito)

sábado, 18 de outubro de 2014

Pedro Marta Santos Cinema mudo Temos um primeiro-ministro convencido de que quanto menos falar sobre o passado, melhor. Temos um candidato a primeiro-ministro convencido de que quanto menos falar sobre o futuro, melhor. Temos partidos das franjas (PDR, Bloco, Livre) convencidos de que quanto mais falarem sobre tudo, melhor – poucos os ouvem, é um ruído surdo. A campanha eleitoral para as legislativas de 2015, inaugurada há menos de duas semanas com a vitória de António Costa nas primárias do PS e florida pelo inconsequente roncar de Marinho e Pinto ou o benevolente roncear do Livre, é um filme de Stroheim mutilado na montagem e subsumido no silêncio. Precisamos com moderado desespero (é a natureza lusitana) que Costa diga ao que vem quanto ao tratado orçamental, à dívida pública, à estratégia de crescimento e às medidas de redução do desemprego. Mas Costa nada dirá – “É a Europa, estúpido”, responde-nos. Precisamos com vago rigor (é a natureza portuguesa) que Passos Coelho diga ao que veio quanto à Tecnoforma, à ONG CPPC, aos cheques de reembolso e aos 84 mil euros brutos/ano que o transformam numa pessoa ofensivamente remediada. Mas Passos Coelho nada dirá – “É a política, estúpido”, responde-nos. Se eu e você não fizermos um barulho ensurdecedor, os próximos 365 dias serão um filme mudo.

domingo, 14 de setembro de 2014

Tempo para “matar”.

Ontem tinha duas horas para “matar” e o que imaginei eu fazer, centro comercial? Não, fora de questão, cinema? Também não, exposição, museu, ou qualquer coisa de graça que eu pudesse ver com interesse, só se fossem os barcos a passar no Tejo… enfim vou fazer aquilo que sempre fiz, que tantas vezes fiz, que chumbei por faltas na escola por o fazer, vou andar de autocarro pela cidade do meu coração sem destino, conheço Lisboa de trás para a frente ou pelo menos os sítios que mais gosto, quando andava na escola o objectivo era sair para conhecer a cidade o novo (para mim) andar por ruas sem qualquer objectivo, observar tudo e todos, as calçadas, as pessoas nossas, as pessoas emprestadas, os cheiros, os eléctricos, as lojas novas, as lojas tradicionais, a Feira da Ladra, os miradouros, os miradouros sempre me deixam de bom humor, são a minha limonada pela manhã, o passeio a beira mar ir tão longe o quanto as pernas permitirem, afinal quem “anda” por gosto. Não, não era desculpa para fugir ás aulas, de maneira nenhuma, lógico que se fosse hoje teria contemplado bem as minhas decisões/opções, era paixão, paixão mesmo, que hoje é amor, mas que na altura pensava eu que eram só “borboletas na barriga”, sim sempre fui perdida de amores pela minha cidade, e sempre que penso que odeio este País e que devia ir para um outro, diferente, para além das saudades que iria sentir da minha mãe, a dor maior seria deixar a minha cidade, penso que se for embora de vez, teria que levar fotos de todas as ruas de todos os miradouros de todos os centímetros da minha cidade, claro que não vou conseguir levar nem uma quinta parte, não vou conseguir levar os cheiros, o rio, o frio/calor o amor/ódio que tenho por esta gente, guardo tudo na cabeça e espero nunca esquecer. Perdi-me no sentido que queria levar, voltando ao inicio, apanhei de facto um autocarro autocarro este que já não é igual que foi carimbado com um prefixo “7”, como todos os outros, cujo percurso mudou e não faz sentido, para mim, apesar de fazer todo o sentido, vagueia quase vazio na terra que já não é de ninguém, certo que é sábado, certo também que nunca foi muito concorrido, hoje com todas as comodidades que trazem esta nova geração de autocarros, fazia-se parecer como o passar do novo e dinâmico pelo passado ultrapassado, enfim não vi nada de novo, ao contrario do que acontecia antigamente, tudo o que vi era velho mas com lavagem nova, inclusive a minha antiga escola hoje parece um projecto futurista , branco, estéril. Podemos viver no passado, o que pode ser muito infeliz, podemos olhar para o passado com carinho, é o que eu tento fazer, podemos até olhar para o passado com raiva, com ódio, por não saber, por não adivinhar o que está a olhos vistos, por não poder voltar atrás e reescrever tudo, mas o presente não pára, não espera por que ninguém caía na real, não dá tempo para nos conformarmos. Conclusão minha, o passado pode até ser um ponto de referência, mas nunca deverá ser um destino. Vespa@venenosa

sábado, 13 de setembro de 2014

Shameless UK (Intro only)


Robyn with Kleerup - With Every Heartbeat


“It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us, we were all going direct to Heaven, we were all going direct the other way (…)
in A Tale of Two Cities. Charles Dickens.


Foram os melhores tempos sem dúvida,


é uma realidade que só hoje poderá ser dita, foi o melhor de todos os lugares, talvez não, mas nem que seja só para mim, e para mais ninguém.


Não tinha nada de especial, uma rua pequena com gente pequena num espaço tão grande sem qualquer ponto de referência a não ser a indústria, sem nada belo a não ser as fábricas do passado, uma linha de comboio, um vazio oriental e uma vista para o rio como tantas em Lisboa, mas como esta era especial, esta era a minha vista, a vista onde eu imaginava o amanhã, como um portal para outro plano, para outra dimensão, olhar desta margem para a outra era algo transcendental. “The lights shine brighter on the other side”, - odeio Anglicismos e neste caso não havia necessidade, mas eu gosto mais assim…


As pessoas, ninguém em especial, mas sim o conjunto faziam o cenário certo, neste lugar incerto. Tenho até presente o som de fundo na minha cabeça, lógico, qualquer coisa como Pink Floyd ou qualquer coisa completamente diferente como The Cure. Havia um “que” de surreal sempre o associei aos comboios a passar, sempre imaginei que fossem para lugares distantes, mágicos, melhores. No entanto hoje, depois de tantos anos, depois de tantas pessoas, de tantos lugares, lugares estes, avaliados por terceiros (sempre), como os “quem sabe” melhores lugares do mundo.


Esta foi sempre a minha casa, é a minha casa, será sempre a minha casa.


A minha intenção ao escrever este pequeno texto seria para que quem o lesse, o conseguisse visualizar como se de um filme se tratasse, imagino que será a maior angústia de qualquer pessoa que escreva seja o que for…


A pátria é como a mãe, de quem o filho não pode falar como se tratasse de outra mulher.
-- Carlo Cattaneo

David Gray - "This Year's Love" official video


Damien Rice - 9 Crimes - Official Video


Florence and The Machine-Seven Devils GOOD QUALITY


Florence + The Machine - Never Let Me Go


Placebo - Black-Eyed HD (Official)


The National - "I Need My Girl"


domingo, 7 de setembro de 2014


PLACEBO

"BLACK EYED"


I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline and schizo
And guaranteed to cause a fuss

I was never loyal
Except to my own pleasure zone
I'm forever black eyed
A product of a broken home

I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline bipolar
Forever biting on your nuts

I was never grateful
That's why I spend my days alone
I'm forever black eyed
A product of a broken home, broken home

Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed

I was never faithful
And I was never one to trust
Borderline and schizo
And guaranteed to cause a fuss

I was never loyal
Except to my own pleasure zone
I'm forever black eyed
A product of a broken home, broken home

Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed
Black eyed, black eyed

Black eyed, broken home
Black eyed, broken home
Black eyed, broken home
Black eyed, broken home
Black eyed

Adoro esta, alias como quase todas,

veem cá,

se calhar vou ver..

Obs:

Adoro quando isto é traduzido para português, mas do Brasil, é brilhante!!!

mas ao contrario.

Apresentações á parte...

Uma pequena apresentação, não digo nada de específico, sobre nada, gosto de músicas e sitios, escrevo palavras que maioritáriamente só me interessam a mim, tento acompanhar as imagens da minha memória com essas palavras, que nem sempre são as mais polidas mas que todas as vezes são verdadeiras. Não sou ninguém, sou apenas a minha voz, ou melhor, mais um diário publico... Posso não fazer sentido muitas vezes, mas não vou pedir desculpas por isso... ;O