segunda-feira, 27 de outubro de 2014

London Grammar - Wasting My Young Years (Official Video)


Memória selectiva.

Não me lembro das coisas, o meu sogro tem Alzheimer e lembra-se de muito mais coisas que eu, não sei se escolhi, me esquecer, a verdade é que agora mesmo que queira… não me lembro. Lembro de poucas coisas quando era pequena, lembro-me da minha ama do meu avô, da primária só me lembro de um livro lido pela professora, e de desenhar muito, do 1º ano lembro-me de uma crise de nervos, que me levou o cabelo, lembro-me de faltar muito às aulas porque tinha de andar a passear pela cidade e continuar a desenhar, lembro-me de ter sido atacada na escola o que hoje teria sido chamado de bullying, na altura, não era nada, lembro-me do meu primeiro namorado o Nuno, e depois tenho um vazio de muito tempo lembro-me do meu pai intermitentemente. Lembro-me muito mais de sítios, músicas e cheiros, do que situações da vida, boas e más, pessoas… A minha mãe pergunta-me encontrei pessoa x, lembras-te?? Não...a sério que não. Li isto num blog sobre memória selectiva. (…) Mas afinal, o que vem a ser MEMÓRIA SELETIVA? É uma expressão forjada por psicólogos e incorporada ao vocabulário leigo, para definir/resumir o mecanismo mental, que nos protege de lembranças inconvenientes. No “popular”, seria quando se diz/pensa: “não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe”. Não vou chegar ao absurdo e dizer que esta espécie de bloqueio (outra palavra de lavra dos doutores da mente) vem – necessariamente; de propósito ou que seja fruto de uma profunda meditação. Na verdade, na grande maioria das vezes esta amnésia parcial surge espontaneamente, e quanto mais impulsiva ou irrefletida é a pessoa, mais frequente e involuntariamente se aciona o “esquecimento”, quase como uma segunda natureza subjetiva. Cabe ressaltar, que se por um lado a memória seletiva pode – de forma provisória; proteger-nos de um sofrimento interno moral, o que nossas avós chamavam de “dor na consciência”, por outro lado nos torna alvo fácil (externo) de sermos adjetivados como: mentirosos, desonestos, traidores e outras coisas impublicáveis.(…) In, http://www.iveniohermes.com/memoria-seletiva/

O falar, o escrever e os outros

Falo melhor do que aquilo que escrevo, e isto não é nenhuma justificação de nada, é apenas a realidade, não sei porque escrevo então, será só para mim, uma espécie de diário/semanário/anuário, público mas só de interesse particular, não consigo acompanhar o que penso, penso muito, sobre muitas coisas, especialmente á noite, durante o dia também, o meu trabalho permite, como não faço o que quero, não ligo ao que faço, faço o que me apetece, mas em part-time. Gosto de ter o dia todo para estudar, e a noite para pensar, é o meu tempo, se tivesse que pensar em coisas obrigatoriamente só porque o trabalho me o exigisse ficaria… muito chateada. Quero saber tudo, e tudo ao mesmo tempo, até ficar em transe com tanta informação. Tive em determinada altura um trabalho que em que andava de pijama, mp3 directo, a introduzir dados, nunca fui tão feliz na minha vida, puderam pensar, “que pessoa tão limitada, você!”, pois é verdade sim senhora! Nunca “eu” ambicionei outra coisa, para além disso, poder andar o dia todo de chinelos na minha própria cabeça. A minha cabeça só é interessante, para mim, possivelmente para os outros não, é muito usual ouvir dizer por parte de “toda a gente”, “eu não me importo com as opiniões dos outros”, eu acho muito bem, mas no entanto, não é verdade, claro que toda a gente se preocupa com os que os outros pensam, que é a mesma coisa que afirmar “ahh, eu passo bem sem ninguém / eu não preciso de ninguém para nada ” sinceramente, se não me importasse com a opinião dos outros já tinha morto dois ou três. Faz sentido? -É lógico que não!

possívelmente

Gosto da palavra possívelmente, porque? porque torna tudo possível, o QUÊ??? Não sei...

domingo, 26 de outubro de 2014

Eternamente errada.

Sempre tive a mania, do que? não sei. sempre achei que não presisava de ninguem, enganei-me. sempre fui arrongante dessa maneira, afastei tudo de bom e algumas coisas más tambem, familia, amizades, tudo o que pensava eu, não me fazia falta. Deixei a escola foi decisão minha exclusiva, porque, mais uma vez, eu já sabia tudo, não falo com ninguem, e não deixo que ninguém me fale a mim. Sou de uma intolerância que roça a ignorância, a burriçe. Acho que as pessoas que não são de ferro como eu, que não suportam os grandes males e males menores, não "andamento" para nada na vida, e não consigo entender a sensibilidade, como uma virtude. Digo asneiras muitas (é visível esse facto ao ler estas palavras), acho que sempre as irei dizer. Sempre achei que a frontalidade e coerência eram o expoente máximo das qualidades . Trato com indiferencia o meu pai e por vezes a minha mãe (não os culpo pela minha estupidez, como é lógico). Acho as pessoas ridiculas de um modo geral, e aquelas que se enalteçem sem motivos aparentes, em particular. Vou tentar mudar?? pois... difícilmente, eu sei que estou completamente fora, mas vou-me prender ao facto de sempre me ter conhecido assim. Agora falando a sério, dentro do possível, errei, errei muito com muita gente, mas principalmente comigo. Se voltasse no tempo faria tudo diferente? Não, só não tinha deixado a escola, não por achar que teria feito diferença, mas porque perdi essa parte da vida, quando completei o 12º ano, á noite, até hoje tenho esses anos como os melhores anos da minha vida, se tivesse caido na real na altura certa... mas eu nunca fui muito "esperta". Gosto de estudar genuinamente ao ponto de querer saber tudo ao mesmo tempo, e de me perder no meio de tanta informação, consumo tudo e mais alguma coisa. Este foi o meu arrependimento mór, o resto "It´s a work in progress". (odeio angliçismos, não sei se já tinha dito)

sábado, 18 de outubro de 2014

Pedro Marta Santos Cinema mudo Temos um primeiro-ministro convencido de que quanto menos falar sobre o passado, melhor. Temos um candidato a primeiro-ministro convencido de que quanto menos falar sobre o futuro, melhor. Temos partidos das franjas (PDR, Bloco, Livre) convencidos de que quanto mais falarem sobre tudo, melhor – poucos os ouvem, é um ruído surdo. A campanha eleitoral para as legislativas de 2015, inaugurada há menos de duas semanas com a vitória de António Costa nas primárias do PS e florida pelo inconsequente roncar de Marinho e Pinto ou o benevolente roncear do Livre, é um filme de Stroheim mutilado na montagem e subsumido no silêncio. Precisamos com moderado desespero (é a natureza lusitana) que Costa diga ao que vem quanto ao tratado orçamental, à dívida pública, à estratégia de crescimento e às medidas de redução do desemprego. Mas Costa nada dirá – “É a Europa, estúpido”, responde-nos. Precisamos com vago rigor (é a natureza portuguesa) que Passos Coelho diga ao que veio quanto à Tecnoforma, à ONG CPPC, aos cheques de reembolso e aos 84 mil euros brutos/ano que o transformam numa pessoa ofensivamente remediada. Mas Passos Coelho nada dirá – “É a política, estúpido”, responde-nos. Se eu e você não fizermos um barulho ensurdecedor, os próximos 365 dias serão um filme mudo.