in A Tale of Two Cities. Charles Dickens.
Foram os melhores tempos sem dúvida,
é uma realidade que só hoje poderá ser dita, foi o melhor de todos os lugares, talvez não, mas nem que seja só para mim, e para mais ninguém.
Não tinha nada de especial, uma rua pequena com gente pequena num espaço tão grande sem qualquer ponto de referência a não ser a indústria, sem nada belo a não ser as fábricas do passado, uma linha de comboio, um vazio oriental e uma vista para o rio como tantas em Lisboa, mas como esta era especial, esta era a minha vista, a vista onde eu imaginava o amanhã, como um portal para outro plano, para outra dimensão, olhar desta margem para a outra era algo transcendental. “The lights shine brighter on the other side”, - odeio Anglicismos e neste caso não havia necessidade, mas eu gosto mais assim…
As pessoas, ninguém em especial, mas sim o conjunto faziam o cenário certo, neste lugar incerto. Tenho até presente o som de fundo na minha cabeça, lógico, qualquer coisa como Pink Floyd ou qualquer coisa completamente diferente como The Cure. Havia um “que” de surreal sempre o associei aos comboios a passar, sempre imaginei que fossem para lugares distantes, mágicos, melhores. No entanto hoje, depois de tantos anos, depois de tantas pessoas, de tantos lugares, lugares estes, avaliados por terceiros (sempre), como os “quem sabe” melhores lugares do mundo.
Esta foi sempre a minha casa, é a minha casa, será sempre a minha casa.
A minha intenção ao escrever este pequeno texto seria para que quem o lesse, o conseguisse visualizar como se de um filme se tratasse, imagino que será a maior angústia de qualquer pessoa que escreva seja o que for…
A pátria é como a mãe, de quem o filho não pode falar como se tratasse de outra mulher.
-- Carlo Cattaneo
-- Carlo Cattaneo
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