Foi o meu aniversário á uns dias atrás,
não foi mais nem menos que os outros dias passou suavemente ao contrário da
vida, a vida não me tem tratado bem na última década, por essa razão decidi que
este seria o ultimo aniversário que iria comemorar, vou continuar a tê-los,
como é lógico, só não os vou comemorar. Posso afirmar que os últimos cinco anos
caíram-me em cima como uma bomba, não me reconheço, parte da minha pessoa
diluiu-se, tenho tentado acompanhar o que se passa mas… chego sempre atrasada.
Ainda ando á procura do que ainda não encontrei (como a música) e que se calhar
nunca vou encontrar, disparo para todo o lado mas não acerto. Lembro-me do dia
de aniversário, dos meus dezoito anos, passei-os num bar, estava azeda, como
aliás é a minha imagem de marca, e pensei para mim, a minha vida acabou
oficialmente, isto é o fim de tudo, que é que eu vou fazer agora…e note-se
nesta altura namorava com um sociopata que troquei muito rapidamente por um
psicopata sádico e mesmo assim não me diverti, como o suposto, quando se lida
com gente desta natureza. Quebrei muito de mim para chegar á pessoa que sou
hoje, a melancolia é viciante, estou satisfeita comigo mas revoltada com a
estrada que tive de percorrer para chegar aqui. Nas minhas “visões” do futuro
sei que vou chegar onde quero, porque sou determinada ao extremo, o problema é
quando lá chegar…
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